segunda-feira, 13 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
optimismo
"Que pode haver de mais idiota do que carregar sem descanso um fardo que se pensa continuamente em atirar para o chão, que ter horror de si próprio, apegar-se ao seu ser e acariciar a serpente que nos ameça até ao momento de nos devorar o coração?"
Cândido - Voltaire
Cândido - Voltaire
terça-feira, 7 de abril de 2009
foi num post scriptum dum e-mail..
"p.s.:será que a marta adora ouvir discos na grafonola enquanto fuma cigarrilhas e chora pelo seu marido fugido para Itália?
não será que ela própria adora a situação dramática em que pode desunhar-se a chamar por um amor perdido enquanto esse género que faz alimenta o seu quotidiano? acho que adora ler romances policiais..e ouvir música francesa..
uma matrona que se passeia por casa como uma puta e na rua como uma beata. o cliché da actriz da vida! o ídolo dela: Françoise Hardy"
..que falei pela primeira vez sobre a vizinha
não será que ela própria adora a situação dramática em que pode desunhar-se a chamar por um amor perdido enquanto esse género que faz alimenta o seu quotidiano? acho que adora ler romances policiais..e ouvir música francesa..
uma matrona que se passeia por casa como uma puta e na rua como uma beata. o cliché da actriz da vida! o ídolo dela: Françoise Hardy"
..que falei pela primeira vez sobre a vizinha
Where Do You Go To (My Lovely)

You talk like Marlene Dietrich
And you dance like Zizi Jeanmaire
Your clothes are all made by Balmain
And there's diamonds and pearls in your hair
You live in a fancy appartement
Of the Boulevard of St. Michel
Where you keep your Rolling Stones records
And a friend of Sacha Distel
But where do you go to my lovely
When you're alone in your bed
Tell me the thoughts that surround you
I want to look inside your head
I've seen all your qualifications
You got from the Sorbonne
And the painting you stole from Picasso
Your loveliness goes on and on, yes it does
When you go on your summer vacation
You go to Juan-les-Pines
With your carefully designed topless swimsuit
You get an even suntan, on your back and on your legs
When the snow falls you're found in St. Moritz
With the others of the jet-set
And you sip your Napoleon Brandy
But you never get your lips wet
But where do you go to my lovely
When you're alone in your bed
Tell me the thoughts that surround you
I want to look inside your head, yes I do
Your name is heard in high places
You know the Aga Khan
He sent you a racehorse for chistmas
And you keep it just for fun, for a laugh haha
They say that when you get married
It'll be to a millionaire
But they don't realize where you came from
And I wonder if they really care, they give a damn
But where do you go to my lovely
When you're alone in your bed
Tell me the thoughts that surround you
I want to look inside your head
I remember the back streets of Naples
Two children begging in rags
Both touched with a burning ambition
To shake off their lowly brown tags, yes they try
So look into my face Marie-Claire
And remember just who you are
Then go and forget me forever
'Cause I know you still bear
the scar, deep inside, yes you do
I know where you go to my lovely
When you're alone in your bed
I know the thoughts that surround you
'Cause I can look inside your head
by, Peter Sarstedt
(in, Hotel Chevalier/short film by Wes Anderson)
segunda-feira, 6 de abril de 2009
escrita automática
se eu começar a escrever, a despejar, simplesmente a escrever pensamentos, ideias, emoções e não pensar na acção de escrever em si mas só em relata-los sem me preocupar sequer com erros ortográficos, será que consigo libertar tudo o que tenho dentro da cabeça a ocupar espaço e a reduzir-me a uma série de ideias que me prendem sem me deixar espaço para agir?
parei. voltei atrás. corrigi os erros.
eu sou assim, se pensar bem no assunto fui sempre assim. ajo por vezes e com sorte por instinto, porque sinto o ímpeto de fazer certas coisas, mas logo, uns segundos depois a mente entra em acção e a "carolina" que me observa de cima com um olhar julgador que vigia e pune, desce do seu pedestal e prende-me, impedindo-me de continuar a agir só porque sim.
será o meu lado racional? será a educação e a noção de senso comum a restringir-me?
não consigo pensar já no certo ou errado porque pensando bem, tal não existe, mas entrando no campo das suposições, que sabendo de ante mão não nos leva a lado nenhum mas no entanto adoramos visitá-lo por vezes, se todos agisse-mos simplesmente, o mundo seria certamente diferente. e nós? mais verdadeiros? viveríamos mais e melhor? mas se somos também as limitações que nos habitam este jogo de agir e parar será uma constante irreversível? não será também pequenino demais o deixar ir sem pensar que temos algum poder sobre isto? porque temos, além das vontades temos sempre escolher, todos os dias, umas mais racionais outras mais instintivas, mas são sempre escolhas. poderia dizer que somos donos de 50% das nossas vidas, somos sócios da vida, mas apesar de não estar sob o nosso total controle, também não estará a 100% entregue ao destino. e talvez estes mesmos números pequeninos sejam variáveis consoante as situações, e numas talvez nos habitemos mais e noutras sejamos mais manipulados. a balança pende mas nunca desprende,
tenho muito espaço no disco rígido ocupado com informação antiga e dispensável. para limpar a cabeça nunca posso fazer reset mas posso limpar o que está ao meu alcance.
um dia uma sábia fonga disse-me:
"o bom de estar na merda é que sabes que vais sair, eventualmente, porque é o que acontece sempre."
a seguir perguntei-me se seria também preciso ter a consciência de que quando está tudo bem, pode ficar tudo na merda novamente. não tive resposta, mas acho que se uma delas nos dá a esperança e força para continuar a acreditar na mudança, a outra nos agarra a um bem estar que nos cega e faz crer que nunca voltaremos a perder essa felicidade. bom, não é?
parei. voltei atrás. corrigi os erros.
eu sou assim, se pensar bem no assunto fui sempre assim. ajo por vezes e com sorte por instinto, porque sinto o ímpeto de fazer certas coisas, mas logo, uns segundos depois a mente entra em acção e a "carolina" que me observa de cima com um olhar julgador que vigia e pune, desce do seu pedestal e prende-me, impedindo-me de continuar a agir só porque sim.
será o meu lado racional? será a educação e a noção de senso comum a restringir-me?
não consigo pensar já no certo ou errado porque pensando bem, tal não existe, mas entrando no campo das suposições, que sabendo de ante mão não nos leva a lado nenhum mas no entanto adoramos visitá-lo por vezes, se todos agisse-mos simplesmente, o mundo seria certamente diferente. e nós? mais verdadeiros? viveríamos mais e melhor? mas se somos também as limitações que nos habitam este jogo de agir e parar será uma constante irreversível? não será também pequenino demais o deixar ir sem pensar que temos algum poder sobre isto? porque temos, além das vontades temos sempre escolher, todos os dias, umas mais racionais outras mais instintivas, mas são sempre escolhas. poderia dizer que somos donos de 50% das nossas vidas, somos sócios da vida, mas apesar de não estar sob o nosso total controle, também não estará a 100% entregue ao destino. e talvez estes mesmos números pequeninos sejam variáveis consoante as situações, e numas talvez nos habitemos mais e noutras sejamos mais manipulados. a balança pende mas nunca desprende,
tenho muito espaço no disco rígido ocupado com informação antiga e dispensável. para limpar a cabeça nunca posso fazer reset mas posso limpar o que está ao meu alcance.
um dia uma sábia fonga disse-me:
"o bom de estar na merda é que sabes que vais sair, eventualmente, porque é o que acontece sempre."
a seguir perguntei-me se seria também preciso ter a consciência de que quando está tudo bem, pode ficar tudo na merda novamente. não tive resposta, mas acho que se uma delas nos dá a esperança e força para continuar a acreditar na mudança, a outra nos agarra a um bem estar que nos cega e faz crer que nunca voltaremos a perder essa felicidade. bom, não é?
domingo, 22 de março de 2009
Digerir
Sinto que preciso de aprender (quase) tudo outra vez.
Sinto que tenho de aprender a olhar, aprender a comer, aprender a ouvir, aprender a correr (definitivamente aprender a não correr).. sei lá! não sei..nem sei o porquê deste desta conversa, ou melhor, deste pensamento, deste post.
Talvez não tenha de aprender nada outra vez, talvez nem sequer o tenha nunca aprendido, mas posso consciencializar-lo, ao acto em si. ao lhe dar consciência talvez isso que acrescente também a sua verdadeira forma, ou essência.
Ultimamente as palavras parecem sempre grandes ou vagas demais para o que quero exprimir, ou pequenas e redutoras para passar a mensagem certa.
saborear, parar, não saber, absorver e digerir.
tou a ficar sem bateria no comp. e não me apetece ligá-lo à ficha..faltam 5 minutos para ficar sem bateria e desligar-se.
estou cansada, com preguiça e sem vontade de mudar esta situação.
4minutos.
tenho saudades duma pessoa. quando sinto isto penso que talvez haja alguém no mundo que sinta o mesmo em relação a mim neste determinado momento, acho que gostava que mo dissesse, agora, ou talvez não. depende de quem fosse a pessoa?
3minutos.
ego. egoísmo. sempre a puta do nosso umbigo.
(quanto tempo dura um pensamento?)
2minutos.
(...)
perdi-me e já só falta um minuto. vou desligar antes que perca o post.adeus
Sinto que tenho de aprender a olhar, aprender a comer, aprender a ouvir, aprender a correr (definitivamente aprender a não correr).. sei lá! não sei..nem sei o porquê deste desta conversa, ou melhor, deste pensamento, deste post.
Talvez não tenha de aprender nada outra vez, talvez nem sequer o tenha nunca aprendido, mas posso consciencializar-lo, ao acto em si. ao lhe dar consciência talvez isso que acrescente também a sua verdadeira forma, ou essência.
Ultimamente as palavras parecem sempre grandes ou vagas demais para o que quero exprimir, ou pequenas e redutoras para passar a mensagem certa.
saborear, parar, não saber, absorver e digerir.
tou a ficar sem bateria no comp. e não me apetece ligá-lo à ficha..faltam 5 minutos para ficar sem bateria e desligar-se.
estou cansada, com preguiça e sem vontade de mudar esta situação.
4minutos.
tenho saudades duma pessoa. quando sinto isto penso que talvez haja alguém no mundo que sinta o mesmo em relação a mim neste determinado momento, acho que gostava que mo dissesse, agora, ou talvez não. depende de quem fosse a pessoa?
3minutos.
ego. egoísmo. sempre a puta do nosso umbigo.
(quanto tempo dura um pensamento?)
2minutos.
(...)
perdi-me e já só falta um minuto. vou desligar antes que perca o post.adeus
quarta-feira, 4 de março de 2009
Hoje o Vento deu-me um Empurrão
Cresceram-me tomates a meio duma insónia inspirados na seguinte citação:
"Os meus olhos não vêem os teus olhos?
Não é certo que tudo atrai para ti a minha cabeça e o meu coração?
E o que me atrai não é um mistério eterno, visível ou invisível?
Por muito grande que seja, enche com ele a tua alma;
e se, com esse sentimento és feliz, dá-lhe o nome que quiseres,
felicidade, ,coração, amor, Deus!
Eu não tenho qualquer nome para isso.
O sentimento é tudo, o nome é apenas o ruído e fumo que vela o brilho dos céus."
(Fausto - Goethe)
...
Se foi o romantismo, a primavera, o vento ou simplesmente a mudança, não sei.. mas aconteceu.
.agir
p.s.: ah!.. é verdade! e depois o vento também me levou as cuecas!
"Os meus olhos não vêem os teus olhos?
Não é certo que tudo atrai para ti a minha cabeça e o meu coração?
E o que me atrai não é um mistério eterno, visível ou invisível?
Por muito grande que seja, enche com ele a tua alma;
e se, com esse sentimento és feliz, dá-lhe o nome que quiseres,
felicidade, ,coração, amor, Deus!
Eu não tenho qualquer nome para isso.
O sentimento é tudo, o nome é apenas o ruído e fumo que vela o brilho dos céus."
(Fausto - Goethe)
...
Se foi o romantismo, a primavera, o vento ou simplesmente a mudança, não sei.. mas aconteceu.
.agir
p.s.: ah!.. é verdade! e depois o vento também me levou as cuecas!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
sem título
o momento em que os pés se agarram ao chão como que a criar raízes.
o momento em que da boca saem palavras que nunca pensámos pronunciar.
o momento em que o coração nos atraiçoa só pela sua sincera espontaneidade.
é amor? são só momentos..? o que é o amor se não feito de momentos?
(faz sentido questionar? quando o questionamos não saímos já do próprio estado?)
uma frase a martelar-me na cabeça:
"o instante em que o momento nasce; a mulher não resiste à voz que chama pela sua alma apavorada; o homem não resiste à mulher cuja sua alma se torna atenta à sua voz" - a insustentável leveza do ser - Milan Kundera
então será o amor a não resistência? não quero resistir..aliás.. não resisto. mas os momentos em que a mente se dissocia do corpo além de bons e verdadeiros não passam disso mesmo, momentos, nunca poderá ser a constância que julgo encarnar o amor.
será o facto de não me soar bem a forma como dizes o meu nome um sinal de que não es tu? mas não és tu o que? e essa mesma reacção racional a um estimulo da tua voz que não pode ser visto sem a carrada de bagagem que tenho inscrita na minha memória poética não e só por si sem valor? .... eu quero respostas? acho que não...mas as perguntas continuam a chegar...
continua tudo a pairar sobre mim como um inacabado jogo de crianças...
decisões..decisões..decisões..
parte do ser adulto? é?.. não as consigo tomar..
não resisto, resigno-me a ser fraca e peço-te que escolhas por mim. deposito em ti a minha confiança e no me íntimo oiço uma voz da qual não gosto a torcer para que sejas tu a deixar-me...porque eu não consigo. não consigo sair daqui. o meu corpo não se mexe. os meus pés ganharam raízes aqui. as palavras continuam a sair, ou a sua ausência a assombrar-me. e o coração, a fazer o que ele faz..a bombar sangue ininterruptamente pelo meu corpo.
(sem maneira de acabar este texto.. desculpa David, já que vais ser o único a lê-lo (lol) parêntises dentro de parêntises? alguns deviam ser rectos? ..não importa. acaba assim. não tenho como o acabar. acaba tu se quiseres. ou não)
o momento em que da boca saem palavras que nunca pensámos pronunciar.
o momento em que o coração nos atraiçoa só pela sua sincera espontaneidade.
é amor? são só momentos..? o que é o amor se não feito de momentos?
(faz sentido questionar? quando o questionamos não saímos já do próprio estado?)
uma frase a martelar-me na cabeça:
"o instante em que o momento nasce; a mulher não resiste à voz que chama pela sua alma apavorada; o homem não resiste à mulher cuja sua alma se torna atenta à sua voz" - a insustentável leveza do ser - Milan Kundera
então será o amor a não resistência? não quero resistir..aliás.. não resisto. mas os momentos em que a mente se dissocia do corpo além de bons e verdadeiros não passam disso mesmo, momentos, nunca poderá ser a constância que julgo encarnar o amor.
será o facto de não me soar bem a forma como dizes o meu nome um sinal de que não es tu? mas não és tu o que? e essa mesma reacção racional a um estimulo da tua voz que não pode ser visto sem a carrada de bagagem que tenho inscrita na minha memória poética não e só por si sem valor? .... eu quero respostas? acho que não...mas as perguntas continuam a chegar...
continua tudo a pairar sobre mim como um inacabado jogo de crianças...
decisões..decisões..decisões..
parte do ser adulto? é?.. não as consigo tomar..
não resisto, resigno-me a ser fraca e peço-te que escolhas por mim. deposito em ti a minha confiança e no me íntimo oiço uma voz da qual não gosto a torcer para que sejas tu a deixar-me...porque eu não consigo. não consigo sair daqui. o meu corpo não se mexe. os meus pés ganharam raízes aqui. as palavras continuam a sair, ou a sua ausência a assombrar-me. e o coração, a fazer o que ele faz..a bombar sangue ininterruptamente pelo meu corpo.
(sem maneira de acabar este texto.. desculpa David, já que vais ser o único a lê-lo (lol) parêntises dentro de parêntises? alguns deviam ser rectos? ..não importa. acaba assim. não tenho como o acabar. acaba tu se quiseres. ou não)
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
música da depressão branca (de que Holly fala no breakfast at tiffany's)
So that's how you found me
Rain falling around me
Lookin down at a worm
With a long way to go
And the traffic was hissing by
And i was homesick
And i was high
I was surrounded by a language
In which i could say only hello
And thank you very much
But you spoke so i could understand
And i drew a treasure
map on your hand
And you were no picnic
You were no prize
But you had just enough pathos
To keep me hypnotized
Hypnotized
The map led to an island
In a sea of store-bought dreams
Where soulless singers sang
Over beats built by machines
And lovely girls were hovering
Above my head like gulls
With their long slender necks
And their delicate skulls
And i was no picnic
I was no prize
But i had just enough sweetness
To keep you hypnotized
Hypnotized
So that's how you found me
Rain falling around me
Lookin down at a worm
With a long way to go
Hypnotized, Ani Difranco [end]
Rain falling around me
Lookin down at a worm
With a long way to go
And the traffic was hissing by
And i was homesick
And i was high
I was surrounded by a language
In which i could say only hello
And thank you very much
But you spoke so i could understand
And i drew a treasure
map on your hand
And you were no picnic
You were no prize
But you had just enough pathos
To keep me hypnotized
Hypnotized
The map led to an island
In a sea of store-bought dreams
Where soulless singers sang
Over beats built by machines
And lovely girls were hovering
Above my head like gulls
With their long slender necks
And their delicate skulls
And i was no picnic
I was no prize
But i had just enough sweetness
To keep you hypnotized
Hypnotized
So that's how you found me
Rain falling around me
Lookin down at a worm
With a long way to go
Hypnotized, Ani Difranco [end]
domingo, 25 de janeiro de 2009
a primeira do ano (e terrível! - é possível antever o que de mim se aproxima? e que do meu tira o seu nome?)
onde cheguei já parti, já me fui embora,
mudam uns..
o quê?
(carcaça)
"há na tirania esta doença, desconfiar mesmo dos amigos.." disse Prometeu
e eu desconfio. isso faz de mim uma tirana?.. de ti? um flan?
será um lugar comum.. mas mudou, tudo, um bocado.. umas coisas. e eu custa-me pensar que não vai durar. porque sei, porque É assim. e não to posso dizer, e tu talvez não o saibas.. mas eu não posso, eu não sou. eu não consigo ficar.. custa-me, e ainda mais porque acho que gosto de ti, um bocadinho.. e tu estás aqui. ainda pior! se tu me pudesses ver, se tu me visses, verias como sou feia. sou horrível. péssima pessoa com um instinto insaciável e doente pela destruição. uma pseudo actriz carente que mete nojo de manhã. ( lol que género!) pior que tudo, uma demente com uma distorcida imagem de se mesma. e alguém que não consegue ficar.. não contigo. não posso.
eu. a pessoa mais dramática, mais exagerada que conheço.. depois deste tempo todo a bater com a cabeça, a sentir-me uma merda mais insignificante que um átomo de nada, (risos mudos), achar que tudo podia mudar com uma circunstância de vida? vai ser preciso muito mais do que um alguém perfeito como tu que só me trata bem porque não tem mais nada para fazer.. para mudar isto, para me mudar, ou ajudar. para me fazer acreditar. eu não sabia que estava tão danificada, só me achei triste porque tudo corria mal, mas há medida que os obstáculos ficam para trás, só este sentimento perdura, cada ver mais forte.
insatisfação constante.
mal estar crónico.
depressão instalada.
e o reset? fi-lo mas o conflito interno da máquina permanece..
mudam uns..
o quê?
(carcaça)
"há na tirania esta doença, desconfiar mesmo dos amigos.." disse Prometeu
e eu desconfio. isso faz de mim uma tirana?.. de ti? um flan?
será um lugar comum.. mas mudou, tudo, um bocado.. umas coisas. e eu custa-me pensar que não vai durar. porque sei, porque É assim. e não to posso dizer, e tu talvez não o saibas.. mas eu não posso, eu não sou. eu não consigo ficar.. custa-me, e ainda mais porque acho que gosto de ti, um bocadinho.. e tu estás aqui. ainda pior! se tu me pudesses ver, se tu me visses, verias como sou feia. sou horrível. péssima pessoa com um instinto insaciável e doente pela destruição. uma pseudo actriz carente que mete nojo de manhã. ( lol que género!) pior que tudo, uma demente com uma distorcida imagem de se mesma. e alguém que não consegue ficar.. não contigo. não posso.
eu. a pessoa mais dramática, mais exagerada que conheço.. depois deste tempo todo a bater com a cabeça, a sentir-me uma merda mais insignificante que um átomo de nada, (risos mudos), achar que tudo podia mudar com uma circunstância de vida? vai ser preciso muito mais do que um alguém perfeito como tu que só me trata bem porque não tem mais nada para fazer.. para mudar isto, para me mudar, ou ajudar. para me fazer acreditar. eu não sabia que estava tão danificada, só me achei triste porque tudo corria mal, mas há medida que os obstáculos ficam para trás, só este sentimento perdura, cada ver mais forte.
insatisfação constante.
mal estar crónico.
depressão instalada.
e o reset? fi-lo mas o conflito interno da máquina permanece..
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
eterno retorno
a pescadinha de rabo na boca.
somos nós todos.
é cíclico.
tudo volta a nós,
tudo vai..
eventualmente.
tantos mil anos de civilização, humanidade,
ainda não aprendemos a amar?
ainda não aprendemos a nos pouparmos ao sofrimento?
ainda não aprendemos a bem nos relacionarmos?
amor fati.
conseguimos acreditar?
sempre?
somos seres pragmáticos.
é difícil esperar para ver.
pedem-nos para o fazer a nossa vida toda..
é justo?
para que quererei eu fazer algo hoje para ver os resultados amanhã?
viver não se resume simplesmente ao presente?
se querem que eu esteja mais aqui, agora,
deixem-me viver sempre em pleno.
no meu pleno.
"não procures..vai vir."
não sei se vai! nem sempre vem..
tem de vir sempre qualquer coisa, é verdade.
isto não pára..mas abranda às vezes.
meditar...olhar para a chama duma vela...
relaxar..não pensar em nada. estar, só!
! não consigo...
procuro, essa sensação,
não sinto nada!
porque penso que a vou sentir..
esta batalha entre a razão e a emoção,
já dura desde sempre,
é talvez a mais antiga de todas as guerras..
e nunca vai parar.
eterno retorno
percebes?
vivi o presente, percebi que o passado que me abraçava..e larguei... agora como um daqueles testes à coerência que tenho comigo própria, voltou. o fantasma, apareceu quando chegou a noite. e ele nem sabe. ele nem sonha o que é, o que simboliza. está ali, simplesmente com o sorriso e o olhar que vi da primeira vez. e volta, tudo.
(como distinguir um interpretação da minha mente a factos do passado dum sentimento novo da consciência presente?) digo que não quero saber do futuro, do passado.. do daqui a 5 minutos, só um estar agora. mas estarei também eu incluída no novo síndrome social da velocidade? e serei eu insaciável com os objectivos? e será que quando te tivesse ia sentir o mesmo vazio e partiria em busca do novo desafio? não sei. a memória afectiva mostra-me que não. a consciência sussurra-me agora que nem pensar! e importa?
cobarde
(p.s.: e isto logo de manhã, e continua, de manhã)
somos nós todos.
é cíclico.
tudo volta a nós,
tudo vai..
eventualmente.
tantos mil anos de civilização, humanidade,
ainda não aprendemos a amar?
ainda não aprendemos a nos pouparmos ao sofrimento?
ainda não aprendemos a bem nos relacionarmos?
amor fati.
conseguimos acreditar?
sempre?
somos seres pragmáticos.
é difícil esperar para ver.
pedem-nos para o fazer a nossa vida toda..
é justo?
para que quererei eu fazer algo hoje para ver os resultados amanhã?
viver não se resume simplesmente ao presente?
se querem que eu esteja mais aqui, agora,
deixem-me viver sempre em pleno.
no meu pleno.
"não procures..vai vir."
não sei se vai! nem sempre vem..
tem de vir sempre qualquer coisa, é verdade.
isto não pára..mas abranda às vezes.
meditar...olhar para a chama duma vela...
relaxar..não pensar em nada. estar, só!
! não consigo...
procuro, essa sensação,
não sinto nada!
porque penso que a vou sentir..
esta batalha entre a razão e a emoção,
já dura desde sempre,
é talvez a mais antiga de todas as guerras..
e nunca vai parar.
eterno retorno
percebes?
vivi o presente, percebi que o passado que me abraçava..e larguei... agora como um daqueles testes à coerência que tenho comigo própria, voltou. o fantasma, apareceu quando chegou a noite. e ele nem sabe. ele nem sonha o que é, o que simboliza. está ali, simplesmente com o sorriso e o olhar que vi da primeira vez. e volta, tudo.
(como distinguir um interpretação da minha mente a factos do passado dum sentimento novo da consciência presente?) digo que não quero saber do futuro, do passado.. do daqui a 5 minutos, só um estar agora. mas estarei também eu incluída no novo síndrome social da velocidade? e serei eu insaciável com os objectivos? e será que quando te tivesse ia sentir o mesmo vazio e partiria em busca do novo desafio? não sei. a memória afectiva mostra-me que não. a consciência sussurra-me agora que nem pensar! e importa?
cobarde
(p.s.: e isto logo de manhã, e continua, de manhã)
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Persona

fugir. esconder. dissimular. interpretar. alterar. fingir. agradar. cultural. máscara. código. regra. filtro. social. consciente. lúcido. momento. Porquê? cheia, de informações. pensamentos. instantes. vazia, de respostas. sentimentos. caminhos. associação de ideias. reflexões. tertúlias. debates. troca. outro. questionar. dissertar. divagar. procurar. ver. ouvir. encontrar. eu. ficar. partir. ínicio. voltar. re-encontro. origens. cansaço. despertar. curiosidade. expectante. confusão. aqui..
não saber.
(sublime é tocar o belo e por momentos ser apenas,
se não de que vale esta merda toda que é viver?)
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
Let It Be
.jpg)
PRESENTE
(ainda a correr atrás dele, mas como se é a única coisa que existe? a única coisa que realmente temos. medo de quê? de um futuro que ainda não existe? lembranças para quê? se o passado não volta. é difícil escutar(mo-nos). é difícil sermos sempre sinceros connosco. é difícil agir, só. mas o que mais podemos fazer se não tentar? mesmo quando parece forçado, se calhar tem de ser para funcionar como uma re-educação de nós mesmos e da nossa relação connosco e com os outros. às vezes algo pequeno fica gigante sob a forma de obsessão. queremos tanto que algo seja de certa maneira, somos tão teimosos que ficamos cegos com o objectivo, que se não se cumpre é só porque não tem de ser. e não tem nada a ver com justiça. temos de ser espectadores activos das nossas próprias vidas. deixar o destino correr sem esquecer que o livre arbítrio tem de continuar a existir em nós, pois sem escolhas nada acontece. não estamos presentes. eu quero estar presente, e um dia vou estar mesmo, presente. é simples, não é?)
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
JCM
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Yellow Submarine

vi o futuro
e via-me a sorrir...
"era uma vez...."
uma menina que conseguiu o que queria.
"e viveu feliz para sempre" (?)
punhetas!
"feliz para sempre" não existe.
é uma utopia,
e a utopia não é se não o caminho,
uma busca, incessante, de qualquer coisa.
qualquer coisa..
e qualquer coisa...por sua vez,
era um pirata que não gostava de pijamas!
percebi isso quando toquei nas nuvens,
e nem por isso tive mais vontade de viver.
"porque é que levaste contigo o sol, *** ****?"
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
tu me manques

...continuas...
(já se torna repetitivo,
o meu;
talvez não passe da memória,
repetida no eco de um coração vazio.
uma lembrança de um cheiro,
que já não paira.
mas pensa:
se esse momento tão distante
já se desvaneceu,
porquê?..
este nó,
estas borboletas,
(...)
tenho ainda a memória
"dói-me a barriga.
dói-me a cabeça.
dói-me o coração!"
-SK
e subitamente,
invade-me uma vontade avassaladora de.
(quero)
-->não quero,
!
queria só...
ser
e poder
a olhar.
só a.
poder ver
movimento
cada,
teu.
e depois páro! penso. tenho nojo
disto
porque é que tem de ser assim tão
intenso (tão)
..., ...., ... .
"dissertar"..
o que me prendeu
sem uma explicação,
um porquê,
nada..
inacabada uma história,
esta pausa
(;)
não consigo.
pôr no..
ficaste com ele,
é teu.
nem sequer o queres,
queres?
(aí está! outra.
como!
estás,
trocas,
dizes,
és,
fazes,
sonhas,
vais,
escolhes,
com.
tomas..
com.
e depois,
nada.
(, sentia eu)
como
fosse
tão
..pó.
como?)*
INEXPLICÁVEMEN *
...desesperadamente a agarrar uma mão cheia de nada...
"como é possível que sinta tudo isto por ti,
e tu não sintas nada, nada, não sentes nada?"
-SK
*1 - gosto
*2 - te
P.S.: e onde está a fita cola?
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