a pescadinha de rabo na boca.
somos nós todos.
é cíclico.
tudo volta a nós,
tudo vai..
eventualmente.
tantos mil anos de civilização, humanidade,
ainda não aprendemos a amar?
ainda não aprendemos a nos pouparmos ao sofrimento?
ainda não aprendemos a bem nos relacionarmos?
amor fati.
conseguimos acreditar?
sempre?
somos seres pragmáticos.
é difícil esperar para ver.
pedem-nos para o fazer a nossa vida toda..
é justo?
para que quererei eu fazer algo hoje para ver os resultados amanhã?
viver não se resume simplesmente ao presente?
se querem que eu esteja mais aqui, agora,
deixem-me viver sempre em pleno.
no meu pleno.
"não procures..vai vir."
não sei se vai! nem sempre vem..
tem de vir sempre qualquer coisa, é verdade.
isto não pára..mas abranda às vezes.
meditar...olhar para a chama duma vela...
relaxar..não pensar em nada. estar, só!
! não consigo...
procuro, essa sensação,
não sinto nada!
porque penso que a vou sentir..
esta batalha entre a razão e a emoção,
já dura desde sempre,
é talvez a mais antiga de todas as guerras..
e nunca vai parar.
eterno retorno
percebes?
vivi o presente, percebi que o passado que me abraçava..e larguei... agora como um daqueles testes à coerência que tenho comigo própria, voltou. o fantasma, apareceu quando chegou a noite. e ele nem sabe. ele nem sonha o que é, o que simboliza. está ali, simplesmente com o sorriso e o olhar que vi da primeira vez. e volta, tudo.
(como distinguir um interpretação da minha mente a factos do passado dum sentimento novo da consciência presente?) digo que não quero saber do futuro, do passado.. do daqui a 5 minutos, só um estar agora. mas estarei também eu incluída no novo síndrome social da velocidade? e serei eu insaciável com os objectivos? e será que quando te tivesse ia sentir o mesmo vazio e partiria em busca do novo desafio? não sei. a memória afectiva mostra-me que não. a consciência sussurra-me agora que nem pensar! e importa?
cobarde
(p.s.: e isto logo de manhã, e continua, de manhã)
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