segunda-feira, 13 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
optimismo
"Que pode haver de mais idiota do que carregar sem descanso um fardo que se pensa continuamente em atirar para o chão, que ter horror de si próprio, apegar-se ao seu ser e acariciar a serpente que nos ameça até ao momento de nos devorar o coração?"
Cândido - Voltaire
Cândido - Voltaire
terça-feira, 7 de abril de 2009
foi num post scriptum dum e-mail..
"p.s.:será que a marta adora ouvir discos na grafonola enquanto fuma cigarrilhas e chora pelo seu marido fugido para Itália?
não será que ela própria adora a situação dramática em que pode desunhar-se a chamar por um amor perdido enquanto esse género que faz alimenta o seu quotidiano? acho que adora ler romances policiais..e ouvir música francesa..
uma matrona que se passeia por casa como uma puta e na rua como uma beata. o cliché da actriz da vida! o ídolo dela: Françoise Hardy"
..que falei pela primeira vez sobre a vizinha
não será que ela própria adora a situação dramática em que pode desunhar-se a chamar por um amor perdido enquanto esse género que faz alimenta o seu quotidiano? acho que adora ler romances policiais..e ouvir música francesa..
uma matrona que se passeia por casa como uma puta e na rua como uma beata. o cliché da actriz da vida! o ídolo dela: Françoise Hardy"
..que falei pela primeira vez sobre a vizinha
Where Do You Go To (My Lovely)

You talk like Marlene Dietrich
And you dance like Zizi Jeanmaire
Your clothes are all made by Balmain
And there's diamonds and pearls in your hair
You live in a fancy appartement
Of the Boulevard of St. Michel
Where you keep your Rolling Stones records
And a friend of Sacha Distel
But where do you go to my lovely
When you're alone in your bed
Tell me the thoughts that surround you
I want to look inside your head
I've seen all your qualifications
You got from the Sorbonne
And the painting you stole from Picasso
Your loveliness goes on and on, yes it does
When you go on your summer vacation
You go to Juan-les-Pines
With your carefully designed topless swimsuit
You get an even suntan, on your back and on your legs
When the snow falls you're found in St. Moritz
With the others of the jet-set
And you sip your Napoleon Brandy
But you never get your lips wet
But where do you go to my lovely
When you're alone in your bed
Tell me the thoughts that surround you
I want to look inside your head, yes I do
Your name is heard in high places
You know the Aga Khan
He sent you a racehorse for chistmas
And you keep it just for fun, for a laugh haha
They say that when you get married
It'll be to a millionaire
But they don't realize where you came from
And I wonder if they really care, they give a damn
But where do you go to my lovely
When you're alone in your bed
Tell me the thoughts that surround you
I want to look inside your head
I remember the back streets of Naples
Two children begging in rags
Both touched with a burning ambition
To shake off their lowly brown tags, yes they try
So look into my face Marie-Claire
And remember just who you are
Then go and forget me forever
'Cause I know you still bear
the scar, deep inside, yes you do
I know where you go to my lovely
When you're alone in your bed
I know the thoughts that surround you
'Cause I can look inside your head
by, Peter Sarstedt
(in, Hotel Chevalier/short film by Wes Anderson)
segunda-feira, 6 de abril de 2009
escrita automática
se eu começar a escrever, a despejar, simplesmente a escrever pensamentos, ideias, emoções e não pensar na acção de escrever em si mas só em relata-los sem me preocupar sequer com erros ortográficos, será que consigo libertar tudo o que tenho dentro da cabeça a ocupar espaço e a reduzir-me a uma série de ideias que me prendem sem me deixar espaço para agir?
parei. voltei atrás. corrigi os erros.
eu sou assim, se pensar bem no assunto fui sempre assim. ajo por vezes e com sorte por instinto, porque sinto o ímpeto de fazer certas coisas, mas logo, uns segundos depois a mente entra em acção e a "carolina" que me observa de cima com um olhar julgador que vigia e pune, desce do seu pedestal e prende-me, impedindo-me de continuar a agir só porque sim.
será o meu lado racional? será a educação e a noção de senso comum a restringir-me?
não consigo pensar já no certo ou errado porque pensando bem, tal não existe, mas entrando no campo das suposições, que sabendo de ante mão não nos leva a lado nenhum mas no entanto adoramos visitá-lo por vezes, se todos agisse-mos simplesmente, o mundo seria certamente diferente. e nós? mais verdadeiros? viveríamos mais e melhor? mas se somos também as limitações que nos habitam este jogo de agir e parar será uma constante irreversível? não será também pequenino demais o deixar ir sem pensar que temos algum poder sobre isto? porque temos, além das vontades temos sempre escolher, todos os dias, umas mais racionais outras mais instintivas, mas são sempre escolhas. poderia dizer que somos donos de 50% das nossas vidas, somos sócios da vida, mas apesar de não estar sob o nosso total controle, também não estará a 100% entregue ao destino. e talvez estes mesmos números pequeninos sejam variáveis consoante as situações, e numas talvez nos habitemos mais e noutras sejamos mais manipulados. a balança pende mas nunca desprende,
tenho muito espaço no disco rígido ocupado com informação antiga e dispensável. para limpar a cabeça nunca posso fazer reset mas posso limpar o que está ao meu alcance.
um dia uma sábia fonga disse-me:
"o bom de estar na merda é que sabes que vais sair, eventualmente, porque é o que acontece sempre."
a seguir perguntei-me se seria também preciso ter a consciência de que quando está tudo bem, pode ficar tudo na merda novamente. não tive resposta, mas acho que se uma delas nos dá a esperança e força para continuar a acreditar na mudança, a outra nos agarra a um bem estar que nos cega e faz crer que nunca voltaremos a perder essa felicidade. bom, não é?
parei. voltei atrás. corrigi os erros.
eu sou assim, se pensar bem no assunto fui sempre assim. ajo por vezes e com sorte por instinto, porque sinto o ímpeto de fazer certas coisas, mas logo, uns segundos depois a mente entra em acção e a "carolina" que me observa de cima com um olhar julgador que vigia e pune, desce do seu pedestal e prende-me, impedindo-me de continuar a agir só porque sim.
será o meu lado racional? será a educação e a noção de senso comum a restringir-me?
não consigo pensar já no certo ou errado porque pensando bem, tal não existe, mas entrando no campo das suposições, que sabendo de ante mão não nos leva a lado nenhum mas no entanto adoramos visitá-lo por vezes, se todos agisse-mos simplesmente, o mundo seria certamente diferente. e nós? mais verdadeiros? viveríamos mais e melhor? mas se somos também as limitações que nos habitam este jogo de agir e parar será uma constante irreversível? não será também pequenino demais o deixar ir sem pensar que temos algum poder sobre isto? porque temos, além das vontades temos sempre escolher, todos os dias, umas mais racionais outras mais instintivas, mas são sempre escolhas. poderia dizer que somos donos de 50% das nossas vidas, somos sócios da vida, mas apesar de não estar sob o nosso total controle, também não estará a 100% entregue ao destino. e talvez estes mesmos números pequeninos sejam variáveis consoante as situações, e numas talvez nos habitemos mais e noutras sejamos mais manipulados. a balança pende mas nunca desprende,
tenho muito espaço no disco rígido ocupado com informação antiga e dispensável. para limpar a cabeça nunca posso fazer reset mas posso limpar o que está ao meu alcance.
um dia uma sábia fonga disse-me:
"o bom de estar na merda é que sabes que vais sair, eventualmente, porque é o que acontece sempre."
a seguir perguntei-me se seria também preciso ter a consciência de que quando está tudo bem, pode ficar tudo na merda novamente. não tive resposta, mas acho que se uma delas nos dá a esperança e força para continuar a acreditar na mudança, a outra nos agarra a um bem estar que nos cega e faz crer que nunca voltaremos a perder essa felicidade. bom, não é?
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