o momento em que os pés se agarram ao chão como que a criar raízes.
o momento em que da boca saem palavras que nunca pensámos pronunciar.
o momento em que o coração nos atraiçoa só pela sua sincera espontaneidade.
é amor? são só momentos..? o que é o amor se não feito de momentos?
(faz sentido questionar? quando o questionamos não saímos já do próprio estado?)
uma frase a martelar-me na cabeça:
"o instante em que o momento nasce; a mulher não resiste à voz que chama pela sua alma apavorada; o homem não resiste à mulher cuja sua alma se torna atenta à sua voz" - a insustentável leveza do ser - Milan Kundera
então será o amor a não resistência? não quero resistir..aliás.. não resisto. mas os momentos em que a mente se dissocia do corpo além de bons e verdadeiros não passam disso mesmo, momentos, nunca poderá ser a constância que julgo encarnar o amor.
será o facto de não me soar bem a forma como dizes o meu nome um sinal de que não es tu? mas não és tu o que? e essa mesma reacção racional a um estimulo da tua voz que não pode ser visto sem a carrada de bagagem que tenho inscrita na minha memória poética não e só por si sem valor? .... eu quero respostas? acho que não...mas as perguntas continuam a chegar...
continua tudo a pairar sobre mim como um inacabado jogo de crianças...
decisões..decisões..decisões..
parte do ser adulto? é?.. não as consigo tomar..
não resisto, resigno-me a ser fraca e peço-te que escolhas por mim. deposito em ti a minha confiança e no me íntimo oiço uma voz da qual não gosto a torcer para que sejas tu a deixar-me...porque eu não consigo. não consigo sair daqui. o meu corpo não se mexe. os meus pés ganharam raízes aqui. as palavras continuam a sair, ou a sua ausência a assombrar-me. e o coração, a fazer o que ele faz..a bombar sangue ininterruptamente pelo meu corpo.
(sem maneira de acabar este texto.. desculpa David, já que vais ser o único a lê-lo (lol) parêntises dentro de parêntises? alguns deviam ser rectos? ..não importa. acaba assim. não tenho como o acabar. acaba tu se quiseres. ou não)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
música da depressão branca (de que Holly fala no breakfast at tiffany's)
So that's how you found me
Rain falling around me
Lookin down at a worm
With a long way to go
And the traffic was hissing by
And i was homesick
And i was high
I was surrounded by a language
In which i could say only hello
And thank you very much
But you spoke so i could understand
And i drew a treasure
map on your hand
And you were no picnic
You were no prize
But you had just enough pathos
To keep me hypnotized
Hypnotized
The map led to an island
In a sea of store-bought dreams
Where soulless singers sang
Over beats built by machines
And lovely girls were hovering
Above my head like gulls
With their long slender necks
And their delicate skulls
And i was no picnic
I was no prize
But i had just enough sweetness
To keep you hypnotized
Hypnotized
So that's how you found me
Rain falling around me
Lookin down at a worm
With a long way to go
Hypnotized, Ani Difranco [end]
Rain falling around me
Lookin down at a worm
With a long way to go
And the traffic was hissing by
And i was homesick
And i was high
I was surrounded by a language
In which i could say only hello
And thank you very much
But you spoke so i could understand
And i drew a treasure
map on your hand
And you were no picnic
You were no prize
But you had just enough pathos
To keep me hypnotized
Hypnotized
The map led to an island
In a sea of store-bought dreams
Where soulless singers sang
Over beats built by machines
And lovely girls were hovering
Above my head like gulls
With their long slender necks
And their delicate skulls
And i was no picnic
I was no prize
But i had just enough sweetness
To keep you hypnotized
Hypnotized
So that's how you found me
Rain falling around me
Lookin down at a worm
With a long way to go
Hypnotized, Ani Difranco [end]
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