segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

reset

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

eterno retorno

a pescadinha de rabo na boca.
somos nós todos.
é cíclico.
tudo volta a nós,
tudo vai..
eventualmente.

tantos mil anos de civilização, humanidade,
ainda não aprendemos a amar?
ainda não aprendemos a nos pouparmos ao sofrimento?
ainda não aprendemos a bem nos relacionarmos?

amor fati.
conseguimos acreditar?
sempre?

somos seres pragmáticos.
é difícil esperar para ver.
pedem-nos para o fazer a nossa vida toda..
é justo?
para que quererei eu fazer algo hoje para ver os resultados amanhã?
viver não se resume simplesmente ao presente?
se querem que eu esteja mais aqui, agora,
deixem-me viver sempre em pleno.
no meu pleno.

"não procures..vai vir."
não sei se vai! nem sempre vem..
tem de vir sempre qualquer coisa, é verdade.
isto não pára..mas abranda às vezes.

meditar...olhar para a chama duma vela...
relaxar..não pensar em nada. estar, só!
! não consigo...
procuro, essa sensação,
não sinto nada!
porque penso que a vou sentir..
esta batalha entre a razão e a emoção,
já dura desde sempre,
é talvez a mais antiga de todas as guerras..
e nunca vai parar.
eterno retorno

percebes?

vivi o presente, percebi que o passado que me abraçava..e larguei... agora como um daqueles testes à coerência que tenho comigo própria, voltou. o fantasma, apareceu quando chegou a noite. e ele nem sabe. ele nem sonha o que é, o que simboliza. está ali, simplesmente com o sorriso e o olhar que vi da primeira vez. e volta, tudo.
(como distinguir um interpretação da minha mente a factos do passado dum sentimento novo da consciência presente?) digo que não quero saber do futuro, do passado.. do daqui a 5 minutos, só um estar agora. mas estarei também eu incluída no novo síndrome social da velocidade? e serei eu insaciável com os objectivos? e será que quando te tivesse ia sentir o mesmo vazio e partiria em busca do novo desafio? não sei. a memória afectiva mostra-me que não. a consciência sussurra-me agora que nem pensar! e importa?
cobarde





(p.s.: e isto logo de manhã, e continua, de manhã)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

?

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Persona


fugir. esconder. dissimular. interpretar. alterar. fingir. agradar. cultural. máscara. código. regra. filtro. social. consciente. lúcido. momento. Porquê? cheia, de informações. pensamentos. instantes. vazia, de respostas. sentimentos. caminhos. associação de ideias. reflexões. tertúlias. debates. troca. outro. questionar. dissertar. divagar. procurar. ver. ouvir. encontrar. eu. ficar. partir. ínicio. voltar. re-encontro. origens. cansaço. despertar. curiosidade. expectante. confusão. aqui..
não saber.


(sublime é tocar o belo e por momentos ser apenas,
se não de que vale esta merda toda que é viver?)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Tabula rasa























in qua nihil scriptum

domingo, 26 de outubro de 2008

Let It Be



PRESENTE

(ainda a correr atrás dele, mas como se é a única coisa que existe? a única coisa que realmente temos. medo de quê? de um futuro que ainda não existe? lembranças para quê? se o passado não volta. é difícil escutar(mo-nos). é difícil sermos sempre sinceros connosco. é difícil agir, só. mas o que mais podemos fazer se não tentar? mesmo quando parece forçado, se calhar tem de ser para funcionar como uma re-educação de nós mesmos e da nossa relação connosco e com os outros. às vezes algo pequeno fica gigante sob a forma de obsessão. queremos tanto que algo seja de certa maneira, somos tão teimosos que ficamos cegos com o objectivo, que se não se cumpre é só porque não tem de ser. e não tem nada a ver com justiça. temos de ser espectadores activos das nossas próprias vidas. deixar o destino correr sem esquecer que o livre arbítrio tem de continuar a existir em nós, pois sem escolhas nada acontece. não estamos presentes. eu quero estar presente, e um dia vou estar mesmo, presente. é simples, não é?)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

JCM



"eu quero que as más línguas se fodam.
e que o público português se foda!

e que se fodam todos!
e assim sucessivamente...

ponto final.

paragraph"

http://www.youtube.com/watch?v=eN7R31MQYSg&feature=related

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Yellow Submarine







vi o futuro
e via-me a sorrir...







"era uma vez...."
uma menina que conseguiu o que queria.
"e viveu feliz para sempre" (?)

punhetas!

"feliz para sempre" não existe.
é uma utopia,
e a utopia não é se não o caminho,
uma busca, incessante, de qualquer coisa.
qualquer coisa..

e qualquer coisa...por sua vez,
era um pirata que não gostava de pijamas!


percebi isso quando toquei nas nuvens,
e nem por isso tive mais vontade de viver.





"porque é que levaste contigo o sol, *** ****?"

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

tu me manques


...continuas...

(já se torna repetitivo,
o meu;
talvez não passe da memória,
repetida no eco de um coração vazio.
uma lembrança de um cheiro,
que já não paira.
mas pensa:
se esse momento tão distante
já se desvaneceu,
porquê?..
este nó,
estas borboletas,
(...)

tenho ainda a memória


"dói-me a barriga.
dói-me a cabeça.
dói-me o coração!"
-SK


e subitamente,
invade-me uma vontade avassaladora de.


(quero)


-->não quero,
!
queria só...
ser
e poder
a olhar.
só a.
poder ver
movimento
cada,
teu.



e depois páro! penso. tenho nojo
disto
porque é que tem de ser assim tão
intenso (tão)
..., ...., ... .

"dissertar"..
o que me prendeu
sem uma explicação,
um porquê,
nada..
inacabada uma história,

esta pausa
(;)
não consigo.
pôr no..


ficaste com ele,
é teu.
nem sequer o queres,
queres?



(aí está! outra.
como!
estás,
trocas,
dizes,
és,
fazes,
sonhas,
vais,
escolhes,
com.
tomas..
com.
e depois,
nada.
(, sentia eu)
como
fosse
tão
..pó.
como?)*




INEXPLICÁVEMEN *
...desesperadamente a agarrar uma mão cheia de nada...



"como é possível que sinta tudo isto por ti,
e tu não sintas nada, nada, não sentes nada?"
-SK




*1 - gosto
*2 - te




P.S.: e onde está a fita cola?

domingo, 24 de agosto de 2008

Conversas de Circunstância




"já não me sinto tão mal com isto.
ao fim ao cabo já me senti bastante bem com isto. ao fim ao cabo o sexo foi muito agradável. ao fim ao cabo o sexo foi como se já nos conhecêssemos há muito tempo e já soubesses tudo sobre mim. há coisas que gostava de experimentar contigo. muitas coisas. de certeza que queria fazer amor contigo no elevador. só que nunca encontrei o elevador certo. se o encontrares, diz-me. ou no campo, entre girassóis. mas agora é janeiro e os girassóis estão despedaçados e servem para porcos e outros animais. mas se conseguirmos continuar a fazer amor até ao verão, podíamos tentar os girassóis.ou o telhado da residência de estudantes, quando já estiverem todos a dormir.de madrugada. ou ainda melhor, numa banheira da suite presidencial do hotel carlton, sem pagar, claro, ou no aeroporto, se conseguissemos entrar secretamente, na pista no sentido de roma, de manhã muito cedo quando ainda não está la ninguém, todos os suspiros mil vezes repetidos pelo eco, ou na aula magna da faculdade de direito, aquela sala sempre me irritou, porque se enche com energia totalmente errada, ou ...então? o que é que achas?

sabes o que é que me apetece?
bater o recorde de tempo a fazer amor.

queria começar a fazer amor e nunca mais acabar. queria fazer amor deste momento até ao fim do mundo, até que uma pequenina bomba atómica fodesse este mundo nojento aos pedacinhos. queria gritar, suspirar, que tu agarrasses as minhas ancas com todas as tuas forças, colar as tuas mãos com cola de contacto às minhas ancas, para nunca mais me largares, para a tua pila nunca se cansar, ter milhões de ejaculações sem a tua pila baixar ou murchar, para não desaparecer do mundo como o caracol para dentro da sua casa, para a tua pila estar sempre comigo, sempre dentro de mim, até nove biliões de pessoas voarem para o espaço em pedaços de carne sangrenta.

cala-te!


E vamos também pedir ao serviço de entregas ao domicílio pílulas contraceptivas, basta cada meio ano, porque se vendem em embalagens e seis meses, e depois de algum tempo vão inventar de certeza outra coisa, que eu agradecia, porque com a pílula é uma merda, que não podes vomitar depois de a ter tomado, tens que te controlar para a pílula não sair com os vómitos, o que me irrita imenso depois de cada pílula, irrita-me, põe-me doida, imagino-a a nadar dentro de mim, a derreter-se aos poucos, micromilímetro a micromilímetro, e basta eu inclinar-me e pôr dois dedos na boca e acabou-se, vai nadar no oceano com milhares de outras merdas!

uma vez despejei um peixe na sanita, estreito e cor-de-laranja. disse-lhe que fazia sentido sobreviver àquelas merdas, que valia a pena, que quando saísse veria o pôr-do-sol sobre o atlântico.


agora vou dizer-te tudo o que precisas de saber sobre mim:

tenho vinte e três anos. estou a estudar filosofia e estou no quarto ano, tenho um irmão, ainda está no liceu. não tenho pai, caiu-lhe uma árvore em cima, um pinheiro. era guarda florestal. a minha mãe é uma pessoa muito boa e simples. ama-me, mas eu não sei o que devo fazer com o amor dela. eu tive dez amantes.em tempos diferentes, em quartos e camas diferentes. uma vez foi com uma mulher. tive uma relação mais longa. costumo ter frio nas pernas. no inverno uso luvas grossas e gosto de não ter de mexer em maçanetas de portas estranhas, em “agarradores” de eléctricos e nos cestos de supermercado.vou sozinha ao cinema e costumo sentar-me na primeira fila, de vez em quando não vejo nada, só um grande borrão colorido. porque choro. tenho uma cicatriz na barriga da perna, queimei-me na mota, quando tinha 14 anos. se eu morresse e se a minha cara ficasse esborrachada, ias reconhecer-me por um ponto negro de baixo na minha omoplata. é preto muito escuro. uma vez já mo quiseram tirar, mas não os deixei. é meu. de vez enquando roo as unhas.de vez enquando vou ao telhado da residência e deixo-me mover pelo vento. imagino que sou um macieira na charneca. nunca vi nenhuma charneca. não pertenço a sítio nenhum.queria ser como todas as pessoas nos carros, ter o meu próprio carro preto veloz e guiar cuidadosamente por trás de vidros fumados durante a noite, fumar com o cotovelo fora da janela. o meu caminho seriam aqueles cinco metros e meio de estrada iluminada pelos faróis. encontraria um cão abandonado e viajaríamos juntos por todas as estradas do mundo. passearia com ele pelas mais belas colinas mais verdejantes e os vales mais sombrios. de vez enquando daria boleia a alguém e fariamos amor durante a viagem...durante o dia dormiria, com grandes óculos escuros nos olhos. tenho boas notas. tenho muita roupa.tenho um nokia 610 com serviço pós-pago.tenho uma televisão e quando a minha mãe morrer, vai-me pertencer metade da nossa casa, a outra vai ser do meu irmão. tenho cinquenta quilos, um metro e sessenta e um, o peito tamanho b e a minha mãe acredita em deus. eu não acredito...não acredito em nada. comecei a estudar para sair de casa.a escola não presta e chamo-me bea.

silêncio

agora tu."






(Zuza Ferenczová, Anton Medowits)

---------------------------------------------------



Quem é esta mulher?
Como é a Bea?
Porquê assim?
Quando aconteceu?

pensar, pensar..
descobrir,
com sorte: sentir!

SER

(...no caminho para a única felicidade que eu conheço...)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Somewhere over the rainbow....











era uma vez uma menina..
de sapatos encarnados
à procura do seu "sítio"!



tinha um fiel tóto
mas perdeu-o numa tempestade..
correu o mundo a procurá-lo,

seguiu a estrada de tijolos amarelos
mas demorou muito tempo a percorrê-la..
porque no caminho encontrou bons companheiros,

decidiram ir com ela até a cidade das Esmeraldas,
lá ela queria encontrar o mágico
para lhe devolver a varinha de condão!






hoje..
o caminho já é longo,
os sapatinhos outrora encarnados
já vão perdendo a cor..
os companheiros ficando pelo caminho,
o tóto..nem sinal dele!
e quanto ao mágico..
nada!
duvido que exista sequer a tal cidade de Esmeraldas!





no entanto...
aqui.
a caminhar, na longa estrada,
em busca desse sítio "maravilhoso"
onde não existem problemas..
onde não se chega de comboio ou avião.
que é muito, muito longe!
para lá da lua..para lá a chuva,

Para lá do arco íris!
(q bonito!)




No final da história:


"I think you're the one I'll miss the most of all, scarecrow!"

sexta-feira, 18 de julho de 2008

UTOPIA




La Vie En Rose




Des Yeux Qui Font Baisser Les Miens
Un Rire Qui Se Perd Sur Sa Bouche
Voila Le Portrait Sans Retouche
De L'homme Auguel J'appartiens



Quand Il Me Prend Dans Ses Bras,
Il Me Parle Tout Bas
Je Vois La Vie En Rose,
Il Me Dit Des Mots D'amour
Das Mots De Tous Les Jours,
Et Ça Me Fait Quelques Choses
Il Est Entre Dans Mon Coeur,
Une Part De Bonheur
Dont Je Connais La Cause,
C'est Lui Pour Moi,
Moi Pour Lui Dans La Vie
Il Me L'a Dit, L'a Jure Pour La Vie,

Et Des Que Je L'apercois
Alors Je Sens En Moi, Mon Coeur Qui Bat...



Des Nuits D'amour A Plus Finir
Un Grand Bonheur Qui Prend Sa Place
Les Ennuis, Des Chagrins S'effacent
Heureux, Heureux A En Mourir






p.s.:
e porque a utopia é só o caminho...
estou a aprender a andar...


(outra vez)

domingo, 6 de julho de 2008

CRAVE

E eu quero brincar às escondidas contigo e dar-te as minhas roupas e dizer que gosto dos teus sapatos e sentar-me nos degraus enquanto tu tomas banho e massajar o teu pescoço e beijar-te os pés e segurar na tua mão e ir comer uma refeição e não me importar se tu comes a minha comida e encontrar-me contigo no Rudy e falar sobre o dia e passar à máquina as tuas cartas e carregar as tuas caixas e rir da tua paranóia e dar-te cassetes que tu não ouves e ver filmes óptimos, ver filmes horríveis e queixar-me da rádio e tirar-te fotografias a dormir e levantar-me para te ir buscar café e brioches e folhdos e ir ao Florent beber café à meia noite e tu a roubares-me os cigarros e a nunca conseguir achar sequer um fósforo e falar-te sobre o programa de televisão que vi na noite anterior e levar-te ao oftalmologista e não rir das tuas piadas e querer-te de manhã mas deixar-te dormir um bocado e beijar-te as costas e tocar na tua pele e dizer o quanto gosto do teu cabelo dos teus olhos dos teus lábios do teu pescoço do teu peito do teu rabo e do teu, e sentar-me nos degraus a fumar até o teu vizinho chegar a casa e se sentar nos degraus até tu chegares a casa e ficar preocupada quando estás atrasado e ficar supreendida quando chegas cedo e dar-te girassóis e ir à tua festa e dançar até ficar toda negra e pedir-te desculpa quando estou errada e ficar feliz quando me desculpas e olhar para as tuas fotografias e desejar ter-te conhecido desde sempre e ouvir a tua voz no meu ouvido e sentir a tua pele na minha pele e ficar assustada quando estás zangado e um dos teus olhos vermelhos e o outro azul e o teu cabelo para a esquerda e o teu rosto para oriente e dizer-te que és lindíssimo e abraçar-te quando estás ansioso e amparar-te quando estás magoado e querer-te quando te cheiro e ofender-te quando te toco e choramingar quando estou ao pé de ti e choramingar quando não estou e babar-me para o teu peito e cobrir-te à noite e ficar fria quando me tiras o cobertor e quente quando não o fazes derreter-me quando sorris e desintegrar-me quando te ris e não compreender porque é que tu pensas que te estou a deixar quando eu não te estou a deixar e pensar como é que tu podes achar que eu alguma vez te poderia deixar e pensar em quem tu és mas aceitar-te na mesma e contar-te sobre a rapariga da floresta encantada de árvores anjo que voou por cima dum oceano porque te amava e escrever-te poemas e pensar em porque é que tu não acreditas em mim e ter um sentimento tão profundo que para ele não existem palavras e querer comprar-te um gatinho do qual teria ciúmes porque teria mais atenção do que eu e atrasar-te na cama quando tens de ir e chorar como um bébé quando finalmente vais e ver-me livre das baratas e comprar-te prendas que tu não queres e levá-las de volta outra vez e pedir em casamento e tu dizeres que não outra vez mas eu continuar a pedir-te porque embora tu penses que eu não estou a falar a sério eu estou mesmo a falar a sério desde a primeira vez que te pedi e vagear pela cidade pensando que ela está vazia sem ti e querer aquilo que queres e achar que me estou a perder mas saber que estou segura contigo e contar-te o pior que há em mim mas tentar dar-te o meu melhor porque tu não mereces menos e responder às tuas perguntas quando deveria não o fazer e dizer-te a verdade quando na verdade não o quero e tentar ser honesta porque sei que preferes assim e achar que acabou tudo mas ficar agarrada a apenas mais dez minutos antes de me atirares para fora da tua vida e esquecer-me de quem eu sou e tentar chegar mais perto de ti porque é maravilhoso aprender a conhecer-te e vale bem o esforço e falar mau alemão contigo e pior ainda em hebreu e fazer amor contigo as 3 da manhã e de alguma maneira de alguma maneira de alguma maneira transmitir algum do esmagador, imortal, irresistível, incondicional, abrangente, preenchedor, contínuo e infindável amor que tenho por ti.

domingo, 15 de junho de 2008

e agora?


O tempo continua a passar..
o mundo a girar..
os ponteiros a andar..
o cabelo a crescer..

os bancos de jardim sao lavados..

se ao menos as memórias fossem apagadas!


(c'est le jeu vraiment fini?)

terça-feira, 20 de maio de 2008

1+1=3 (un et un font trois)





simplificar,
complicar,
questionar








Quem sou?
Como vim aqui parar?
Porquê?
Para onde vou?
Quando?..

perguntas, para as quais o Homem (desde o ínicio dos tempos) procura respostas.

e essas respostas? Onde estão?
Serão científicas? Filosóficas?
E porque é que tem de haver só uma resposta?
E tem de haver resposta sequer?





Igreja, calma, silêncio, energia.
Santuário, solidão, frio.






Não quero desistir,
mas sei que mente é poderosa,
tem vida própria.

Tenho medo
que um dia tome conta de mim.
Tenho medo,
que esteja tão, tão cheia,
(como já está)
Que no meio do som ensurdecedor,
do silêncio de milhares de palavras,
ela desligue;
e me obrigue a ir..

No meio desta merda maravilhosa
que é viver (e não é nenhum dom!!)
Os Deuses para nos afastarem do Olímpo,
puseram-nos à procura da nossa metade
(fazendo-nos acreditar que eramos seres incompletos)
SOMOS?
'Vá, vão procurar' - disseram ao idiota do Homem.
E nós vamos.
Uma vida inteira de busca,
inquietação,
insatisfação.
Porque é que vamos?
Porque nos mandaram?
Porque acreditamos?
Porque existe?
Se sabe bem deve existir..
Se alguns entre nós,
afirmam que o o têm (ou tiveram)
é porque deve ser verdade.

Não sei,
mas eu acho que a única pista
que nos dão para conseguirmos escolher,
e para viver,
é sentir. (já te senti!)
Sentir e escutar,
ouvirmo-nos bem dentro de nós.
E eu oiço(-te)-me,
A chorar..por mim (ti)
Quem?.. Tu.



Sinto-me à espera de Godot..
não me faças esperar para sempre.
Não venhas tarde..



(porque 1 é o número mais só,
e daí ao 0..
é a mesma distância que ao 2,
que leva ao 3.
A diferença é que
para chegar ao 2 preciso de ti,
e para cair no 0..só de mim)



Fé - é uma firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos em algo ou alguém.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

para completar

--------
eu penso em ti.

***********************
*************
****************
*******************
*************************

sinto a tua falta.



Gosto de ti,
-----
---------
------------
--------

(sabes..?)
```````


Fazes-me falta.

++++++++++++
++++++
+++++++++
+++++++++++
+++++++++++++


Sabes!
\\\\\\\\


Sei.

(..já não há. ou para quê. só palavras)

segunda-feira, 10 de março de 2008

microponto





fui.
voltei.





foi como se tivesse renascido.

tive medo.
tive frio.
tive calor.
tive fome.
tive sede.
tive acordada.

foram só umas horas,
pareceu uma vida.

caí.
bati no fundo.

vi-me ao espelho.
não me reconheci.
achei que estava maluca.
decidi: já chega!

e depois de tudo isto,
desta revolução em mim,
só uma coisa se mantem:
tu.
e o facto de não estares aqui.

(the game is not over after all..not for me, anyway)

sábado, 1 de março de 2008

Cap ou pas Cap?










GAME OVER

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

deus dá nozes a quem não tem dentes

um mote num dia: o que são os clichés? as frases feitas? os lugares comuns? os ditados?

o amor é fodido. - diz miguel esteves cardoso
os promenores gigantes,
as danificações que ficam.. - digo eu
fodem-nos.

all you need is love? acreditar numa visão, ou noutra, depende do dia. love will tear us appart.. outra vez, o twist irónico do limbo na linha mais ténue entre o o amor e a queda..

e o que é isso das nozes e dos dentes, afinal? os ditos populares podem ser uma merda tão grande que se tornam bons..

e por fim love me or kill me
é só deprimente e uma estupidez.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

La Petite Mort




'Não nos provoca riso o amor
quando chega ao mais profundo de sua viagem,
ao mais alto de seu vôo:
no mais profundo,
no mais alto,
nos arranca gemidos e suspiros,
vozes de dor,
embora seja dor jubilosa,
e pensando bem não há nada de estranho nisso,
porque nascer é uma alegria que dói.

Pequena morte,
chamam em França,
a culminação do abraço,
que ao quebrar-nos faz por juntar-nos,
e perdendo-nos faz por nos encontrar
e acabando connosco nos principia.

Pequena morte,
dizem;
mas grande,
muito grande haverá de ser,
se ao nos matar nos nasce.'

Eduardo Galeano


Orgasmo - s.m. O mais alto grau de satisfação sexual, quando se atinge a plenitude das sensações.


"UM ORGASMO POR DIA DÁ SAÚDE E ALEGRIA!"

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Meravigliosa Creatura




Tu és maravilhoso sempre, mas és mais maravilhoso ainda quando te vens.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

4:48 Psicose

'Às vezes viro-me e cheiro o teu cheiro e não consigo continuar não consigo continuar foda-se sem exprimir esta merda física horrível merda dolorosa saudade que sinto de ti. Não posso acreditar que sinta isto por ti e tu não sintas nada. Não sentes nada?

(Silêncio)

E saio ás seis da manhã e começo à procura de ti. Se sonhei com uma rua ou um bar ou uma estação vou lá. E espero por ti

(Silêncio)

Sabes, acho que estou a ser manipulada mesmo.

(Silêncio)

Na minha vida nunca tive problemas em dar às pessoas aquilo que elas queriam. Mas nunca ninguém fez isso por mim. Ninguém me toca, ninguém se aproxima de mim. Mas agora tocaste-me não sei onde tão fundo foda-se não posso acreditar não posso ser isso para ti. Porque não te consigo encontrar.

(Silêncio)

Como é que ela é?
Como é que vou reconhecê-la quando a vir?
Ela vai morrer, ela vai morrer, ela só vai morrer foda-se!

(Silêncio)

Achas que é possível alguém nascer no corpo errado?

(Silêncio)

Achas que é possível alguém nascer na era errada?

(Silêncio)

Vai-te foder. Vai-te foder. Vai-te foder por me rejeitares, por nunca aqui estares, vai-te foder por me fazeres sentir uma merda, vai-te foder por me fazeres sangrar amor e vida foda-se, que se foda o meu pai por me ter fodido a vida a vida para sempre e que se foda a minha mãe por não o ter deixado, mas mais que tudo, vai-te foder Deus por me fazeres amar uma pessoa que não existe, VAI-TE FODER, VAI-TE FODER, VAI-TE FODER.'

Sarah Kane in '4:48 psicose'






Que..

Presunção a minha.
Arogante ambição.
..achar que poderia eu,
algum dia
na minha
(que será curta!)
vida,
encontrar
(e quanto mais!)
ficar com amor..

Pessoas como eu,
(filhos da negação)
trágicas
(e drásticas)
por natureza,
nascem com a tragédia no sangue.
Vivemos a amar os ausentes,
a chorar o que não existe,
a lamentar a (des)ilusão.

Muitos diriam que,
posto isto,
a saída é:
desistir!
mas eu não.
estou aqui pela viagem,
os altos e baixos,
a montanha russa.

O meu medo é,
quando já nem a desgraça me mantiver viva.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A Orquidea

(floresce..)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Sentada em conimbriga

Penso:
Foi aqui..




(viver do passado não chega!
sobreviver do presente é pouco..)





(r)evolução

sábado, 5 de janeiro de 2008

Mosteiro

Ocorrem-me tantos pensamentos quando entro numa igreja.

Não quero menosprezá-las,
mas nenhuma me diz tanto quanto o Mosteiro.
O de Alcobaça.
O meu.
Da minha terra.
Do sítio onde nasci.
cresci..

Consigo perceber porque é que na antiguidade
este era o sítio para onde as pessoas corriam
a pedir auxilío em situações de crise.
Eu mesma,
já dei por mim nos nossos dias a fazer o mesmo.

Aqui invade-me uma enorme sensação de paz,
tranquilidade, intemporalidade.

É estranho.
Aqui questiono-me.
Questiono muitas das minhas açcões.
Açcões dum passado muito recente.

É verdade, tenho feito muitos disparates.
(tenho vivido? vivido no verdadeiro sentido do termo?
será?)

Num passado ainda mais recente, descobri em mim,
sentimentos e sensações há muito desaparecidos.

Pedi e esperei tanto que voltássem..
e agora,
quando ( e com quem )
não queria,
ou melhor...de forma inoportuna,
surgem!
e instalam-se..

Este lugar trás-me muitas recordações..
todas boas, é verdade.
transmite-me muito,
tudo de muito positivo..
mas o que isto é,
o que isto foi,
com isso não posso concordar ou entender.

O que é que se celebra aqui?
O que motiva todos os que aqui entram,
com o seu melhor fato ao domingo?

A mim pessoalmente..um magnetismo,
uma vontade,
um silêncio que guardo..
os pedidos que faço.



Quais serão os de hoje?

2008
faculdade
decisões
futuro
amor?
paixão..
e o jogo,
contigo!


P.S.: e obrigada pela inspiração.
Até já!..ou até um dia destes..