segunda-feira, 21 de julho de 2008

Somewhere over the rainbow....











era uma vez uma menina..
de sapatos encarnados
à procura do seu "sítio"!



tinha um fiel tóto
mas perdeu-o numa tempestade..
correu o mundo a procurá-lo,

seguiu a estrada de tijolos amarelos
mas demorou muito tempo a percorrê-la..
porque no caminho encontrou bons companheiros,

decidiram ir com ela até a cidade das Esmeraldas,
lá ela queria encontrar o mágico
para lhe devolver a varinha de condão!






hoje..
o caminho já é longo,
os sapatinhos outrora encarnados
já vão perdendo a cor..
os companheiros ficando pelo caminho,
o tóto..nem sinal dele!
e quanto ao mágico..
nada!
duvido que exista sequer a tal cidade de Esmeraldas!





no entanto...
aqui.
a caminhar, na longa estrada,
em busca desse sítio "maravilhoso"
onde não existem problemas..
onde não se chega de comboio ou avião.
que é muito, muito longe!
para lá da lua..para lá a chuva,

Para lá do arco íris!
(q bonito!)




No final da história:


"I think you're the one I'll miss the most of all, scarecrow!"

sexta-feira, 18 de julho de 2008

UTOPIA




La Vie En Rose




Des Yeux Qui Font Baisser Les Miens
Un Rire Qui Se Perd Sur Sa Bouche
Voila Le Portrait Sans Retouche
De L'homme Auguel J'appartiens



Quand Il Me Prend Dans Ses Bras,
Il Me Parle Tout Bas
Je Vois La Vie En Rose,
Il Me Dit Des Mots D'amour
Das Mots De Tous Les Jours,
Et Ça Me Fait Quelques Choses
Il Est Entre Dans Mon Coeur,
Une Part De Bonheur
Dont Je Connais La Cause,
C'est Lui Pour Moi,
Moi Pour Lui Dans La Vie
Il Me L'a Dit, L'a Jure Pour La Vie,

Et Des Que Je L'apercois
Alors Je Sens En Moi, Mon Coeur Qui Bat...



Des Nuits D'amour A Plus Finir
Un Grand Bonheur Qui Prend Sa Place
Les Ennuis, Des Chagrins S'effacent
Heureux, Heureux A En Mourir






p.s.:
e porque a utopia é só o caminho...
estou a aprender a andar...


(outra vez)

domingo, 6 de julho de 2008

CRAVE

E eu quero brincar às escondidas contigo e dar-te as minhas roupas e dizer que gosto dos teus sapatos e sentar-me nos degraus enquanto tu tomas banho e massajar o teu pescoço e beijar-te os pés e segurar na tua mão e ir comer uma refeição e não me importar se tu comes a minha comida e encontrar-me contigo no Rudy e falar sobre o dia e passar à máquina as tuas cartas e carregar as tuas caixas e rir da tua paranóia e dar-te cassetes que tu não ouves e ver filmes óptimos, ver filmes horríveis e queixar-me da rádio e tirar-te fotografias a dormir e levantar-me para te ir buscar café e brioches e folhdos e ir ao Florent beber café à meia noite e tu a roubares-me os cigarros e a nunca conseguir achar sequer um fósforo e falar-te sobre o programa de televisão que vi na noite anterior e levar-te ao oftalmologista e não rir das tuas piadas e querer-te de manhã mas deixar-te dormir um bocado e beijar-te as costas e tocar na tua pele e dizer o quanto gosto do teu cabelo dos teus olhos dos teus lábios do teu pescoço do teu peito do teu rabo e do teu, e sentar-me nos degraus a fumar até o teu vizinho chegar a casa e se sentar nos degraus até tu chegares a casa e ficar preocupada quando estás atrasado e ficar supreendida quando chegas cedo e dar-te girassóis e ir à tua festa e dançar até ficar toda negra e pedir-te desculpa quando estou errada e ficar feliz quando me desculpas e olhar para as tuas fotografias e desejar ter-te conhecido desde sempre e ouvir a tua voz no meu ouvido e sentir a tua pele na minha pele e ficar assustada quando estás zangado e um dos teus olhos vermelhos e o outro azul e o teu cabelo para a esquerda e o teu rosto para oriente e dizer-te que és lindíssimo e abraçar-te quando estás ansioso e amparar-te quando estás magoado e querer-te quando te cheiro e ofender-te quando te toco e choramingar quando estou ao pé de ti e choramingar quando não estou e babar-me para o teu peito e cobrir-te à noite e ficar fria quando me tiras o cobertor e quente quando não o fazes derreter-me quando sorris e desintegrar-me quando te ris e não compreender porque é que tu pensas que te estou a deixar quando eu não te estou a deixar e pensar como é que tu podes achar que eu alguma vez te poderia deixar e pensar em quem tu és mas aceitar-te na mesma e contar-te sobre a rapariga da floresta encantada de árvores anjo que voou por cima dum oceano porque te amava e escrever-te poemas e pensar em porque é que tu não acreditas em mim e ter um sentimento tão profundo que para ele não existem palavras e querer comprar-te um gatinho do qual teria ciúmes porque teria mais atenção do que eu e atrasar-te na cama quando tens de ir e chorar como um bébé quando finalmente vais e ver-me livre das baratas e comprar-te prendas que tu não queres e levá-las de volta outra vez e pedir em casamento e tu dizeres que não outra vez mas eu continuar a pedir-te porque embora tu penses que eu não estou a falar a sério eu estou mesmo a falar a sério desde a primeira vez que te pedi e vagear pela cidade pensando que ela está vazia sem ti e querer aquilo que queres e achar que me estou a perder mas saber que estou segura contigo e contar-te o pior que há em mim mas tentar dar-te o meu melhor porque tu não mereces menos e responder às tuas perguntas quando deveria não o fazer e dizer-te a verdade quando na verdade não o quero e tentar ser honesta porque sei que preferes assim e achar que acabou tudo mas ficar agarrada a apenas mais dez minutos antes de me atirares para fora da tua vida e esquecer-me de quem eu sou e tentar chegar mais perto de ti porque é maravilhoso aprender a conhecer-te e vale bem o esforço e falar mau alemão contigo e pior ainda em hebreu e fazer amor contigo as 3 da manhã e de alguma maneira de alguma maneira de alguma maneira transmitir algum do esmagador, imortal, irresistível, incondicional, abrangente, preenchedor, contínuo e infindável amor que tenho por ti.