terça-feira, 18 de dezembro de 2007

bolhas de sabao

perguntas-te: 'porque é que bebes?'


respondi-te: 'para esquecer.'




cliché? cena à filme? mentira ou verdade?
(e o pior é que é mesmo..)


pareceu-me ver desilusão.
mas porquê?
esperavas..

dizes que destruí o mistério..
mas afinal, qual é o proprósito de tudo isto?
viver, sentir, e (tentar) ser feliz..?..
ou jogar, jogar jogos, e no fundo..
manter o mistério?


não quero ter de ter paciência!
para pensar ou premeditar..
não quero ter de ser certa,
ou sequer preocupar-me com isso!


quando é isto aconteceu?
quando é que passou a ser suposto sacrificarmo-nos?
quando é que alguém recorda os momentos em que abdicam?

é suposto.
é suposto viver em pleno.
é suposto recordar os momentos em que arriscámos tudo.


viver em prol de outro?..mim. mim. mim.
mim!

e bebo porque gosto, afinal!
(se me ajudar a esquecer o que quero, óptimo!)



p.s.: e os homens são..

1 comentário:

Anónimo disse...

bem... analisaria o poema teorizando mas depois puxavas-me as orelhas, ainda assim digo-te, rapidamente pq ja estou atrasado, que gostas mais de Niezsche do que podes imaginar

nao sei se esse é o objectivo mas gostei de poder interpretar o "beber" como "viver" (a bebida como vida) e que a fazes "para esquecer" para não pensar e no final afirma-la, pq na vdd "gostas" - na bebida os homens que são bolhas (de sabão?)
e pelo meio vais dando toques de reflexões que se traduzem em juizos que se aplicam à vida (como o não seguir imperativos de ter de agir desta ou daquela forma, de abafares a voz da moral e de te afirmares a ti sem medo (a importancia da tua vida) e outras coisas q me fizeram dizer aquilo de niet. como "a moral do amigo" e o resto da sua filosofia (viver em prol de outro? interesso eu, eu, eu..) "qd é q passou a ser suposto sacrificarmo-nos" ...

anyway adorei mesmo foi o ultimo poema o "the first cut is the deepest" gostei mt

Beijo! (tenho de ir)